Joanesburgo, África do Sul
O Instituto de Investigação da ADAFP é a instituição de investigação e análise de políticas públicas da Aliança Democrática Africana pela Liberdade e o Progresso — uma das cinco instituições executivas da Aliança, cada uma sediada numa região diferente do continente.
África não carece de instituições de investigação. Qualquer recém-chegado tem de saber dizer, numa frase, o que consegue fazer e elas não.
O Instituto tem uma resposta precisa. É a única instituição de investigação do continente inserida numa rede continental de partidos políticos. As mais de 50 organizações membros da Aliança, em 26 países, conferem-lhe dois trunfos que nenhum instituto independente consegue reproduzir.
Acesso a dados primários do interior das estruturas partidárias — sobre democracia interna, seleção de candidatos, financiamento partidário, sistemas de filiação e participação de mulheres e jovens. É das áreas menos documentadas da política africana precisamente porque os partidos não se abrem a investigadores externos. Abrir-se-ão a uma instituição da sua própria aliança.
Um canal direto de apropriação política — as conclusões chegam não só aos ministérios e organismos multilaterais, mas também às organizações políticas que redigem programas, negoceiam reformas eleitorais e, em vários países membros, formam governos.
O posicionamento decorre daí. Não é mais um instituto africano a competir pelo volume de publicações. É a capacidade de investigação da família política africana liberal, progressista e pan-africanista, e o seu contributo distintivo são dados produzidos com e para atores políticos, segundo um padrão que resiste ao escrutínio independente.
Uma instituição continental credível e influente de investigação, políticas públicas, diálogo aberto e participação cívica, que oferece soluções de vanguarda em liderança e boa governação para o desenvolvimento transformador de África.
Promover a boa governação através da investigação independente, do diálogo informado, da publicação e do envolvimento estratégico com o Estado, a sociedade civil e o setor privado, para o desenvolvimento transformador de África.
Na condução da investigação, no tratamento dos dados e na utilização dos fundos.
As conclusões são relatadas tal como são apuradas, incluindo quando incomodam a Aliança ou as suas organizações membros.
Protegida por regras, e não apenas afirmada como intenção.
Método transparente, fontes documentadas, avaliação por pares das publicações principais e limitações publicadas.
Os trabalhos são publicados sob licenças abertas e, sempre que legal, acompanhados dos dados subjacentes.
Cinco objetivos estratégicos: produção de conhecimento à escala continental, através de notas de política trimestrais, relatórios anuais principais e documentos ocasionais; aconselhamento em políticas públicas às organizações membros, à sociedade civil aliada e aos órgãos da União Africana; participação em linha, oficinas e capacitação; construção de redes em todas as sub-regiões africanas, com atenção deliberada aos países francófonos, lusófonos e arabófonos; e liderança intelectual continental.
A investigação organiza-se em quatro eixos interdisciplinares: governação política e democracia; governação económica e das empresas; segurança, justiça social e paz; e alterações climáticas. Correspondem de perto às áreas temáticas do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, para que as conclusões alimentem diretamente os processos continentais de revisão em vez de correrem em paralelo com vocabulário próprio.
A curto e médio prazo o Instituto atua sobretudo através de conferências em linha, webinares, oficinas e publicação digital. É uma opção deliberada e não uma limitação: garante cobertura continental completa, em quatro línguas, ao mais baixo custo operacional, e evita a armadilha de um instituto cujo orçamento é consumido por instalações e deslocações antes de escrito um único estudo.
Todas as publicações são de acesso aberto. Nenhuma fica atrás de barreira de pagamento. A influência depende de ser lido, e investigação paga, num continente de orçamentos institucionais apertados, é investigação que não circula.
Conselho de Administração — composto por académicos e investigadores eminentes do continente, presidido por um Presidente não executivo. Aprova a agenda de investigação e o orçamento, nomeia o Diretor-Geral e salvaguarda as disposições de independência. Não aprova publicações individuais.
Diretor-Geral — responsável máximo da instituição e seu dirigente executivo, responsável pela qualidade de todos os trabalhos e detentor da decisão final de publicação.
Conselho Editorial — investigadores em atividade, na sua maioria externos à ADAFP, que gerem a avaliação por pares, a ética da investigação e as normas metodológicas.
Rede de Investigadores Associados — investigadores não residentes, com contratos a prazo baseados em resultados, oriundos de universidades e institutos dos países membros. Mantém baixos os custos fixos e distribui a instituição pelo continente em vez de a concentrar em Joanesburgo.
Independência editorial Uma instituição de investigação detida por uma aliança de partidos enfrenta uma objeção previsível: a de que as suas conclusões são produto político. Respondemos com regras que podem ser verificadas. As sete disposições